"Cultivar pela Cidade"
Não é necessário ter uma casa no campo
para cultivar alguns produtos hortícolas e ervas aromáticas para a nossa
cozinha! Em Lisboa, se estivermos atentos, podemos ver, cada vez mais, pequenas
hortas nas varandas, quintais, logradouros
Há inúmeras possibilidades que
nos podem ainda ajudar a multiplicar o espaço disponível que temos em casa,
de forma a atingir este objectivo, como por exemplo recorrendo a hortas
verticais!
Este pequeno Eco-Gesto, poderá ser apenas uma alternativa a outras possibilidades de maior escala, como o cultivo em hortas urbanas, prática que, não sendo recente, graças à iniciativa das populações locais, tem tendência a aumentar. Os benefícios das Hortas na Cidade, cuja acção se pode identificar com o conceito Pensar Global, Agir Local, e com as premissas do Desenvolvimento Sustentável, verificam-se aos níveis: nove
1) Económico - fornecem bens essenciais aos utentes e constituem uma alternativa de ocupação de solo cuja manutenção pelos órgãos de gestão local é menos dispendiosa;
2) Ambiental desempenham funções importantes na manutenção da humidade, enriquecimento do solo, prevenção da erosão, permeabilidade do solo, favorecimento da biodiversidade e produção agrícola na sua maior parte biológica;
3) Social - contribuem para o bem-estar físico e psíquico dos utentes; favorecem a sua autonomia alimentar; fomentam a abertura à comunidade, bem como a sensibilização ambiental dos utilizadores;
A Câmara Municipal de Lisboa, não hesitou em agarrar em cerca de 10ha dos 43ha de espaços hortícolas existentes, distribuídos por 6 localizações, entre os quais o Parque Urbano da Quinta da Granja (fotografia) e o Parque Agrícola dos Jardins de Campolide, e apostar na sua reestruturação e dinamização a curto prazo. Para ambos, encontra-se já aberto o processo de candidatura para atribuição de talhões de cultivo, até dia 20 de Outubro. Por reestruturação, entenda-se o acesso à água, a beneficiação dos acessos e vedações, e por dinamização, a realização de acções de formação em agricultura biológica, compostagem, implementação de estruturas de carácter lúdico e multifuncional como parques infantis, esplanadas, etc.
Seja na sua varanda ou na horta mais perto de si, não hesite, informe-se, arregace as mangas e mãos à obra!
Fonte: CML ( 2011 )





