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03-03-2017

Turismo de cruzeiro e os seus impactos no ambiente urbano: O arranque do projeto LOCATIONS

Lisboa e mais seis cidades Europeias Portuárias reúnem esforços para melhorar a logística relacionada com cruzeiros e o planeamento dos transportes.

O turismo de cruzeiro é um setor em crescimento em Portugal. De acordo com o relatório especializado da CLIA (Cruise Lines International Association), em 2015 Portugal ocupava o 6º lugar entre os 15 principais países de destino de passageiros de cruzeiros, com um volume total de passageiros de 1.278.300. A mesma fonte refere que este crescimento teve um impacto na criação de mais de 9600 postos de trabalho, o que traduz um aumento de cerca de 20 % em relação a 2014. O porto de Lisboa ocupa o 3º lugar entre os 14 principais portos escala da Europa do Norte, apresentando um valor médio anual de 523.411 passageiros entre 2012 e 2015.  A construção do novo terminal de cruzeiros cuja conclusão está prevista para o final do primeiro semestre de 2017, terá uma capacidade de 1,8 milhões de passageiros e um cais com 1.425 metros de comprimento com capacidade para receber navios de vários tipos e dimensões com um calado até 12 metros. Esta nova infraestrutura virá produzir alterações significativas na oferta de serviços turísticos, na hotelaria, na restauração e na criação de empregos locais, bem como no reposicionamento Internacional do Porto de Lisboa na indústria de cruzeiros.
Por um lado, o turismo de cruzeiros proporciona às economias locais oportunidades significativas, aumentando a visibilidade internacional e a reputação dos destinos. Por outro lado, acarreta um conjunto de desafios para os sistemas de transporte urbanos e suburbanos, particularmente durante as operações de embarque e de desembarque, bem como no carregamento e descarregamento de bens e de serviços de provisão para os navios de cruzeiro.


O projeto LOCATIONS (Low-Carbon Transport in Cruise Destination Cities) trata estas externalidades do turismo de cruzeiros, apoiando as autoridades locais no desenvolvimento de planos de mobilidade de baixo carbono, com medidas especificas dirigidas para a orientação informada dos passageiros de cruzeiros, para o manuseamento de equipamento de assistência em terra, e para a circulação de bens e serviços.
No projeto será desenvolvida uma metodologia especificamente que visa testar e responder às necessidades individuais identificadas nos portos das cidades envolvidas. O objetivo é desenvolver pacotes modulares de medidas, facilmente transferíveis para outras cidades portuárias da região Mediterrânica, que contribuam para descongestionar o tráfego nas áreas urbanas e reduzir a poluição e os impactos ambientais. Estão previstas campanhas específicas de sensibilização destinadas a incentivar o envolvimento dos passageiros e dos cidadãos na responsabilização e na melhoria da qualidade de vida nas cidades.

O LOCATIONS é cofinanciado através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e conta com a participação da Lisboa E-Nova e do Município de Lisboa. A parceria inclui mais de 20 organizações e instituições de Itália, Croácia, Espanha, Portugal e Albânia. Estão envolvidos sete portos Europeus: Lisboa, Málaga, Zadar, Rijeka, Ravenna, Durres e Trieste.
O grande desafio, referem Pedro Machado e Vera Gregório, é antever o melhor possível a transformação que irá ocorrer na cidade com a entrada em funcionamento do Novo Terminal de Cruzeiros e cenarizar o impacto que esta transformação irá ter na cidade. Não só o número de turistas de cruzeiros irá aumentar, mas estes passarão a dormir algumas noites na cidade sempre que os cruzeiros iniciarem ou terminarem em Lisboa. A planificação de soluções de mobilidade de baixo carbono, que permitam garantir qualidade à experiência dos turistas em Lisboa e ao mesmo tempo beneficiar economicamente a cidade minimizando os seus impactos ambientais e sociais, será o outro grande desafio. Tanto mais que esta planificação tem de estar alinhada e integrada com as grandes estratégias e planos de desenvolvimento da cidade, nomeadamente, mas não só, a Visão Estratégica para a Mobilidade e o Plano de Ação para a Energia Sustentável, concorrendo para as potenciar.

Locations

Fonte: http://www.lct.pt/pt/o-novo-terminal

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