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REUTILIZAÇÃO DE ÁGUAS RESIDUAIS TRATADAS EM LISBOA

A Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres, SA, a SIMTEJO - Companhia Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão, SA e a Lisboa E-Nova, tem como objetivo o aproveitamento de águas recicladas para a lavagem das ruas e outros usos não potáveis, protegendo a escassez do bem essencial que é a água potável. 

No âmbito da Estratégia Energético-Ambiental para a cidade, desenvolvida pela Lisboa E‑Nova e aprovada em sessão da Câmara Municipal de Lisboa em dezembro de 2008, foram estabelecidas metas para o setor da energia, água e resíduos. No setor da água, a Estratégia tem como um dos objetivos promover a reutilização de águas residuais tratadas em 3.1 m3 /hab.ano até 2013. 

Entende-se por água reciclada um recurso hídrico disponível não potável, que resulta do efluente de uma estação de tratamento de águas residuais capacitada de tratamento terciário e que garanta toda a qualidade para os fins destinados: rega agrícola, rega paisagística, reciclagem e reutilização industrial, recarga de aquíferos, utilizações recreativas e ambientais ou utilizações urbanas não-potáveis. Quando necessário e com o tratamento adequado para o efeito pode ser reutilizada para fins potáveis diretos ou indiretos. O termo água residual tratada constitui um sinónimo ao utilizado por Lisboa: água reciclada. 

As águas residuais do Concelho de Lisboa são encaminhadas para a ETAR de Chelas, Beirolas e Alcântara, onde são tratadas e encaminhadas para o meio recetor (rio Tejo). Estas ETARs estão dimensionadas com as tecnologias necessárias para o tratamento de águas para serem reutilizadas para fins não potáveis, tais como, lavagem de ruas, rega de espaços verdes, sistemas de refrigeração. 

A lavagem de ruas na cidade de Lisboa é realizada com água potável e no ano de 2004, a CML utilizou 2.000 000 m3 para esse fim! 

A lavagem das ruas com água reciclada deverá cumprir certas normas para não prejudicar a saúde pública e o ambiente. Para este efeito, as águas residuais devem ser tratadas com tratamento terciário e desinfeção. Os funcionários do Município de Lisboa terão formação relativamente aos procedimentos a adotar na lavagem das ruas. 

A lavagem de ruas com água reciclada arrancou no dia 12 de junho e simbolicamente a Avenida da Liberdade foi lavada com este recurso após o tradicional desfile das marchas populares. A partir dessa data têm sido alocadas algumas viaturas da frota da Divisão de Limpeza Urbana para esse fim (ver na Tabela 1 o volume utilizado de junho a setembro de 2009).

 

Inicialmente, a água reciclada não será direcionada para uma rede de distribuição. Os camiões cisterna terão que abastecer com a água reciclada nas próprias ETARs para poderem depois proceder à lavagem das ruas. Este processo apresenta ainda alguns condicionantes, uma vez que o único ponto até agora existente de fornecimento de água reciclada está localizado na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Chelas. Uma vez que o objetivo é aumentar a eficiência na utilização de recursos (também a energia), ainda não é possível, com este ponto único, tornar exclusivo o uso de água reciclada pela frota de lavagem da Divisão de Limpeza Urbana. Atualmente, apenas existem duas viaturas exclusivamente dedicadas para a lavagem de ruas com água reciclada. As outras, que servem zonas da cidade geograficamente afastadas de Chelas continuam a abastecer-se preferencialmente em pontos mais próximos dos locais onde será realizada a lavagem, com água potável. Num futuro próximo e assim que a ETAR de Alcântara abra o processo de tratamento terciário, que garanta as condições e qualidade necessárias à reutilização da água, prevê-se a dedicação de mais veículos da frota da Divisão de Limpeza Urbana ao uso exclusivo de água reciclada. Numa segunda fase, a água reciclada será distribuída e alargada a toda a cidade de Lisboa para outros fins não potáveis, como a rega de espaços verdes.

Tabela 1 - Volume de água reciclada utilizada (em m3) - ETAR de Chelas

 

Fonte: SIMTEJO, CML - DLU 

A Lisboa E-Nova está a coordenar um plano rigoroso de monitorização que envolve todos os atores neste processo. Para além dos volumes de água reciclada utilizados estamos a trabalhar no sentido da divulgação dos resultados das análises de qualidade à água que são sistematicamente realizados pela SIMTEJO em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa.

 

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